O Manhã Maior trouxe um especialista para explicar como comprar ervas medicinais. Cuidado com o que você compra na rua! Confira a matéria!
O Manhã Maior trouxe um especialista para explicar como comprar ervas medicinais. Cuidado com o que você compra na rua! Confira a matéria!
Além de dar mais sabor, aroma e melhorar a aparência das saladas, algumas especiarias e ervas podem prevenir e aliviar problemas do organismo. Aprimorar a composição de verduras e legumes com alimentos funcionais é uma maneira de se proteger contra doenças crônicas, incluindo as doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer
De acordo com Maria Del Rosario, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, entre os temperos com substâncias benéficas estão o azeite de oliva, o alho e a cebola, que possuem propriedades antiinflamatórias. “Além deles, o vinagre e as ervas também são ótimas para diminuir a quantidade de sal utilizada no preparo dos alimentos”, afirma.
A médica alerta que a dieta dos brasileiros é caracterizada pelo excesso de sal, açúcares, gorduras e sódio, além de ser deficiente em nutrientes essenciais como zinco, selênio, vitaminas antioxidantes E, A e C e vitaminas do complexo B – provocando desequilíbrios na função imune, infecções crônicas, obesidade, ateroesclerose, alergias e câncer. Confira as informações de alguns desses alimentos
Azeite de oliva: é rico em vitamina E, gordura monoinsaturada e fitoquímicos. Protege o coração, ajuda a reduzir os níveis de LDL (colesterol ruim), e aumenta o HDL – (colesterol bom). Como o processamento pode diminuir o conteúdo nutritivo, é importante dar preferência ao azeite natural ou extravirgem.
Vinagre: quase não contém calorias, tornando-se uma alternativa perfeita para os molhos de saladas com baixo teor calórico. Uma porção de três a quatro colheres de chá/dia pode reduzir a reação da glicose no sangue, diminuindo a carga glicêmica dos alimentos. Ele também proporciona maior sensação de saciedade após as refeições, sendo especialmente útil para pessoas com sobrepeso e obesidade.
Alho: tradicionalmente é utilizado no tratamento de inúmeras doenças. Estudos dão ênfase ao seu potencial antiinflamatório e de reduzir o risco de doenças cardiovasculares e câncer. As propriedades antioxidantes, assim como as antibacterianas e antifúngicas, também são importantes. Para ativar o poder nutricional do alho, depois de cortá-lo e amassá-lo, deixe descansar por 10 minutos antes de cozinhar. Dessa forma, se permite que a alicina e os compostos derivados se tornem ativos.
Cebola: rica em vitaminas B1, B2, C, e em antioxidantes. O cozimento e a alta temperatura pouco alteram as propriedades curativas. Quanto mais forte o sabor, mais potente o efeito protetor. Apresenta ação antiinflamatória e regulariza a pressão arterial.
Pimentas: fontes de antioxidantes, especialmente betacaroteno e vitamina C. Também contêm bioflavonóides e capsaicina, substância que faz a pimenta arder, e que, de acordo com estudos recentes, pode atuar como anticoagulante.
Salsa: é rica em betacaroteno, vitaminas C e do complexo B e ácido fólico. Apresenta minerais como cálcio, potássio, fósforo, enxofre, magnésio e ferro
Orégano e manjericão: possuem propriedades antioxidantes e podem ser utilizados no lugar de temperos industrializados, que são, na maioria, ricos em sódio.
Cresce a cada dia o número de pessoas que resolve arrumar um espaço em casa ou no apartamento para o cultivo de plantas. Mesmo em pequenas varandas ou áreas de serviço é possível levar o verde para dentro de casa. Uma solução que tem dado certo é cultivar pequenas ervas e hortaliças. Coentro, salsa, orégano, manjericão e alecrim estão entre as mais utilizadas pelos novatos no ramo do cultivo de plantas em ambientes fechados.
De acordo com a paisagista Sinthia Ferrari Pires, que presta serviços na área ao lado da sócia Juliana Savarato, o motivo de ter plantas pequenas em casa é variado. “Muitas pessoas querem cultivar as ervas porque querem fazer uso delas. Mas há outras que cultivam pelo charme que elas dão à casa”, comenta.
Para a especialista, uma novidade é que os homens estão cada vez mais interessados em fazer a sua hortinha. “Eles estão gostando de cozinhar e ter essas ervas em casa facilita o uso de tempero. Além disso, muitas esposas, ao nos pedirem projetos para apartamentos, fazem questão de incluir espaços para plantas. E normalmente elas escolhem as varandas ou coberturas”, explica Sinthia.
Entre os cuidados que devem ser tomados na hora de ter plantas pequenas em casa, Sinthia recomenda o cuidado com o uso da água. “Elas normalmente precisam de sol e água. São esses os cuidados básicos. Mas é bom não exagerar na quantidade. Uma outra dica básica é observar se a terra está sempre úmida, porque senão a erva murcha e morre”.
Além disso, quem mora em cidades com muita umidade no ar, como Vitória e Vila Velha, deve ficar atento aos pulgões, os populares piolhos-das-plantas, que costumam atacar o cultivo. “Se isso ocorrer, é bom procurar cuidados direcionados e fazer uso de inseticidas apropriados”.
Para facilitar
Os interessados em se aventurar na tarefa de cultivar uma horta em casa podem comprar sementes em lojas especializadas. “Mas uma boa alternativa é comprar a muda da planta desejada. E hoje em dia há a facilidade de poder adquirir um saquinho em que a semente já está germinada. É mais fácil de lidar e dá para ver na hora se a planta é saudável ou não”, reforça Sinthia. Mudas e sementes de diversas espécies podem ser adquiridas em lojas com o preço variando entre R$ 1 e R$ 5, em média.
Gazeta
O “guaco” (Mikania glomerata Spreng.) é um tipo de planta medicinal utilizado contra gripe, rouquidão, infecção na garganta, tosse, bronquite. Pertence a família das Compositae e tem sua distribuição como espécie nativa no sul do Brasil, de São Paulo ao Rio Grande do Sul. é uma trepadeira volúvel, glabra. Folhas simples, opostas, ovadas e oblongo-lanceoladas, de base obtusa e ápice agudo, de até 15cm de comprimento e 7cm de largura, com três nervuras bem evidentes, pecioladas, carnoso-coriáceas, verde-brilhantes na face superior, mais pálidas na inferior. Flores hemafroditas, reunidas em número de quatro capítulos, uguais entre si, de papus branco e corola tubulosa, de cor branco-creme; capítulos agrupados em ramos espiciformes congestos, ou em glomérulos. Fruto tipo aquênio, glabro. Como composição química, possui compostos sesquiterpênicos, diterpênicos, estigmasterol, flavonóides, cumarinas, resina, tanino, saponina e guacosídeo.
A ciência já comprovou as propriedades medicinais do guaco e atestou seu efeito broncodilatador e expectorante. No inverno, quando aumenta incrivelmente a incidência de problemas do aparelho respiratório, por conta das gripes e resfriados, o guaco volta a figurar nas receitas caseiras.
A planta também conhecida como erva-de-serpentes, cipó-catinga ou erva-de-cobra, pertence à família das Compostas. O guaco (Mikania glomerata) é originário do Brasil e sempre foi muito conhecido pelos índios brasileiros, que usavam a planta para combater o veneno das serpentes (daí vêm alguns dos seus nomes populares). Ainda hoje, em algumas regiões do Brasil, o macerado das folhas é aplicado em forma de cataplasma sobre picadas de cobras e outros animais peçonhentos. Existe também a tradição de usar a planta fresca e nova (cujas folhas emanam um aroma intenso e agradável) para manter as cobras afastadas.
O guaco é uma planta que se desenvolve bem em locais com clima ameno, como os da região Sul e boa parte do Sudeste. Trata-se de um arbusto lenhoso e cheio de ramos, que cresce como uma trepadeira, embora não tenha garras para se prender e precise de suporte como apoio. As folhas apresentam um tom verde brilhante e são levemente escuras na face superior e mais claras no verso. A floração, de cor branca ou amarelada, surge na forma de pequenos capítulos. É importante lembrar que o guaco só floresce quando cultivado em locais onde possa receber luz solar direta.
Para o plantio, recomenda-se solo arenoso e rico em matéria orgânica. O plantio se faz por estacas de caule que apresentem pelo menos dois nós. Após o enraizamento, a muda deve ser transplantada para um local que lhe sirva de suporte. No caso de optar-se pelo plantio em vasos ou jardineiras, é necessário providenciar um apoio.
Por ser uma planta relativamente rústica, o guaco não exige muitos cuidados. Para garantir um crescimento robusto, é recomendável, por ocasião do plantio, incorporar ao solo uma adubação com húmus de minhoca. Nos períodos de seca é importante estar atento para manter a terra úmida, irrigando sempre que necessário, mas evitando encharcamentos. Tanto as folhas como as flores podem ser usados com finalidades medicinais. A colheita se dá normalmente seis meses após o plantio, quando é possível colher as primeiras folhas.
O uso do guaco como planta medicinal é muito antigo. Em 1870, chegou a ser criado um produto preparado com hastes e folhas da planta – era o Opodeldo de Guaco que durante décadas foi considerado um “santo remédio” contra bronquite, tosse e reumatismo. Cientificamente já está provado que o guaco apresenta propriedades medicinais expectorantes e broncodilatadoras, sendo indicado no combate à tosse, asma, bronquite, rouquidão e outros sintomas associados à gripes e resfriados. Popularmente, o guaco continua sendo usado para tratar reumatismo, infecções intestinais e cicatrizar ferimentos. A planta não apresenta princípios tóxicos, entretanto, deve ser usada com cautela, evitando-se todo tipo de excesso. Para o uso em crianças, é recomendável sempre a metade da dose indicada para os adultos.
