Posts Tagged ervas medicinais

Crie seu cantinho verde, mesmo com pouco espaço

Posted by on Monday, 22 March, 2010


Cresce a cada dia o número de pessoas que resolve arrumar um espaço em casa ou no apartamento para o cultivo de plantas. Mesmo em pequenas varandas ou áreas de serviço é possível levar o verde para dentro de casa. Uma solução que tem dado certo é cultivar pequenas ervas e hortaliças. Coentro, salsa, orégano, manjericão e alecrim estão entre as mais utilizadas pelos novatos no ramo do cultivo de plantas em ambientes fechados.

De acordo com a paisagista Sinthia Ferrari Pires, que presta serviços na área ao lado da sócia Juliana Savarato, o motivo de ter plantas pequenas em casa é variado. “Muitas pessoas querem cultivar as ervas porque querem fazer uso delas. Mas há outras que cultivam pelo charme que elas dão à casa”, comenta.

Para a especialista, uma novidade é que os homens estão cada vez mais interessados em fazer a sua hortinha. “Eles estão gostando de cozinhar e ter essas ervas em casa facilita o uso de tempero. Além disso, muitas esposas, ao nos pedirem projetos para apartamentos, fazem questão de incluir espaços para plantas. E normalmente elas escolhem as varandas ou coberturas”, explica Sinthia.

Entre os cuidados que devem ser tomados na hora de ter plantas pequenas em casa, Sinthia recomenda o cuidado com o uso da água. “Elas normalmente precisam de sol e água. São esses os cuidados básicos. Mas é bom não exagerar na quantidade. Uma outra dica básica é observar se a terra está sempre úmida, porque senão a erva murcha e morre”.
Além disso, quem mora em cidades com muita umidade no ar, como Vitória e Vila Velha, deve ficar atento aos pulgões, os populares piolhos-das-plantas, que costumam atacar o cultivo. “Se isso ocorrer, é bom procurar cuidados direcionados e fazer uso de inseticidas apropriados”.

Para facilitar
Os interessados em se aventurar na tarefa de cultivar uma horta em casa podem comprar sementes em lojas especializadas. “Mas uma boa alternativa é comprar a muda da planta desejada. E hoje em dia há a facilidade de poder adquirir um saquinho em que a semente já está germinada. É mais fácil de lidar e dá para ver na hora se a planta é saudável ou não”, reforça Sinthia. Mudas e sementes de diversas espécies podem ser adquiridas em lojas com o preço variando entre R$ 1 e R$ 5, em média.


Gazeta

Plantas

Guaco

Posted by on Monday, 12 October, 2009

Tudo sobre o Guapo

O “guaco” (Mikania glomerata Spreng.) é um tipo de planta medicinal utilizado contra gripe, rouquidão, infecção na garganta, tosse, bronquite. Pertence a família das Compositae e tem sua distribuição como espécie nativa no sul do Brasil, de São Paulo ao Rio Grande do Sul. é uma trepadeira volúvel, glabra. Folhas simples, opostas, ovadas e oblongo-lanceoladas, de base obtusa e ápice agudo, de até 15cm de comprimento e 7cm de largura, com três nervuras bem evidentes, pecioladas, carnoso-coriáceas, verde-brilhantes na face superior, mais pálidas na inferior. Flores hemafroditas, reunidas em número de quatro capítulos, uguais entre si, de papus branco e corola tubulosa, de cor branco-creme; capítulos agrupados em ramos espiciformes congestos, ou em glomérulos. Fruto tipo aquênio, glabro. Como composição química, possui compostos sesquiterpênicos, diterpênicos, estigmasterol, flavonóides, cumarinas, resina, tanino, saponina e guacosídeo.

Propriedades

A ciência já comprovou as propriedades medicinais do guaco e atestou seu efeito broncodilatador e expectorante. No inverno, quando aumenta incrivelmente a incidência de problemas do aparelho respiratório, por conta das gripes e resfriados, o guaco volta a figurar nas receitas caseiras.

A planta também conhecida como erva-de-serpentes, cipó-catinga ou erva-de-cobra, pertence à família das Compostas. O guaco (Mikania glomerata) é originário do Brasil e sempre foi muito conhecido pelos índios brasileiros, que usavam a planta para combater o veneno das serpentes (daí vêm alguns dos seus nomes populares). Ainda hoje, em algumas regiões do Brasil, o macerado das folhas é aplicado em forma de cataplasma sobre picadas de cobras e outros animais peçonhentos. Existe também a tradição de usar a planta fresca e nova (cujas folhas emanam um aroma intenso e agradável) para manter as cobras afastadas.

Cultivo Ervas

O guaco é uma planta que se desenvolve bem em locais com clima ameno, como os da região Sul e boa parte do Sudeste. Trata-se de um arbusto lenhoso e cheio de ramos, que cresce como uma trepadeira, embora não tenha garras para se prender e precise de suporte como apoio. As folhas apresentam um tom verde brilhante e são levemente escuras na face superior e mais claras no verso. A floração, de cor branca ou amarelada, surge na forma de pequenos capítulos. É importante lembrar que o guaco só floresce quando cultivado em locais onde possa receber luz solar direta.

Para o plantio, recomenda-se solo arenoso e rico em matéria orgânica. O plantio se faz por estacas de caule que apresentem pelo menos dois nós. Após o enraizamento, a muda deve ser transplantada para um local que lhe sirva de suporte. No caso de optar-se pelo plantio em vasos ou jardineiras, é necessário providenciar um apoio.

Por ser uma planta relativamente rústica, o guaco não exige muitos cuidados. Para garantir um crescimento robusto, é recomendável, por ocasião do plantio, incorporar ao solo uma adubação com húmus de minhoca. Nos períodos de seca é importante estar atento para manter a terra úmida, irrigando sempre que necessário, mas evitando encharcamentos. Tanto as folhas como as flores podem ser usados com finalidades medicinais. A colheita se dá normalmente seis meses após o plantio, quando é possível colher as primeiras folhas.

Planta medicinal

O uso do guaco como planta medicinal é muito antigo. Em 1870, chegou a ser criado um produto preparado com hastes e folhas da planta – era o Opodeldo de Guaco que durante décadas foi considerado um “santo remédio” contra bronquite, tosse e reumatismo. Cientificamente já está provado que o guaco apresenta propriedades medicinais expectorantes e broncodilatadoras, sendo indicado no combate à tosse, asma, bronquite, rouquidão e outros sintomas associados à gripes e resfriados. Popularmente, o guaco continua sendo usado para tratar reumatismo, infecções intestinais e cicatrizar ferimentos. A planta não apresenta princípios tóxicos, entretanto, deve ser usada com cautela, evitando-se todo tipo de excesso. Para o uso em crianças, é recomendável sempre a metade da dose indicada para os adultos.

Foto Guaco

guaco

Aprenda a usar as propriedades das ervas para fazer chá

Posted by on Thursday, 27 August, 2009

Especialista afirma que apenas as folhas naturais possuem propriedades que podem curar. Quando a folha é moída, a capacidade da planta é reduzida. As folhas possuem modos de preparo diferentes.

Linhaça

Posted by on Monday, 17 August, 2009

A linhaça é a a semente do linho (Linum usitatissimum), muito utilizada em culinária, sendo consumida com casca e dela se extrai o óleo de linhaça, que é rico em Ómega 3, Ómega 6 e Ómega 9. Além disso, o óleo de linhaça é usado na indústria cosmética e em farmácias de manipulação.

Outros usos do óleo de linhaça incluem a fabricação de linóleo e a diluição de tintas a óleo para pinturas de telas.

Propriedades Medicinais

A semente de linhaça é considerada um alimento funcional, pois, além de ter suas propriedades nutricionais básicas, tem propriedades preventivas graças aos compostos antioxidantes e anticancerígenos.

A semente de linhaça tem cerca de 39% de óleo em sua composição. Seu óleo é um dos alimentos mais rico em Ômega 3 da natureza (cerca de 57%) e de Ômega 6. A relação ideal entre Ômega 3 e Ômega 6 é de 1:4 respectivamente, enquanto o óleo vegetal de linhaça apresenta uma relação de 1:3, muito próxima do ideal. Essa presença balanceada entre o Ômega 3 e o Ômega 6 permite a produção das prostaglandinas, que são corpos biologicamente muito ativos e importantes que agem como removedoras do excesso de sódio nos rins, diminuindo assim a retenção de líquidos, o que alívia os sintomas do período pré-menstrual. A alta taxa de Ômega 3 faz da linhaça um alimento de cárater preventivo à saúde, sendo um importante agente antioxidante e renovador celular.

Além disso, a linhaça é a maior fonte alimentar de lignanas, um fitoesteróide que “imita” a ação do estrógeno. A lignana é muito importante no período da menopausa, quando as taxas desse hormônio são baixas, sendo ela um importante agente natural na reposição desse hormônio. A lignana “engana” os receptores de estrógeno e se acopla a eles. Tratando-se de um óleo vegetal natural, os fitoesteróides têm uma ação fraca em relação ao estrógeno, não tendo ação negativa sobre o tecido mamário. Sendo assim, a lignana é uma substância importante na prevenção do câncer de mama, por neutralizar a ação do estrógeno sobre esse tecido. Existem alguns relatos de indução de icterícia, e reacções exantemáticas, possivelmente relacionadas com a dose e consumo exagerado.

O óleo da linhaça tem na maior parte da sua composição gorduras poliinsaturadas não produzidas pelo corpo. Veja a porcentagem de gorduras do óleo de linhaça:

Tipos de Gorduras %Total de Gorduras
Gorduras Saturadas 9%
Gorduras Monoinsaturadas 18%
Gorduras Polinsaturadas Ômega-3 — 57%
Ômega-6 — 16%

A sua constituição ainda conta com uma alta taxa de fibras solúveis (ideal como laxante e auxiliar na digestão), vitaminas B1, B2, C, E, caroteno, ferro, zinco, alguma quantidade de potássio, magnésio, fósforo e cálcio.

Estudos mostram que é boa para os diabéticos, pois estabiliza os níveis de açúcar no sangue e também é uma auxiliar para a prevenção da obesidade, pois ela ativa mais o metabolismo.

Unha de gato

Posted by on Thursday, 30 July, 2009

A unha-de-gato (Uncaria tomentosa) é uma planta nativa da Amazônia e que, segundos estudos publicados no início de 2009, pode ser utilizada para medicamentos contra a dengue.

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Plantas

Ervas medicinais podem interferir no tratamento de indivíduos HIV positivos

Posted by on Thursday, 30 July, 2009

Ervas medicinais podem interferir no tratamento de indivíduos HIV positivos, alerta Ministério da Saude

Muitos indivíduos portadores do HIV (vírus da imunodeficiência humana) necessitam de medicamentos específicos para o seu tratamento. Estes medicamentos são chamados de anti-retrovirais (ARV) e alguns exigem condições especiais para sua utilização, alerta o Ministério da Saúde (MS).

Pesquisadores de vários países demonstraram que o uso de suplementos de óleo de alho, na dosagem de 2 cápsulas de 5mg ao dia, comprometem a absorção principalmente dos Inibidores da Protease (Indinavir, Nelfinavir, Ritonavir, Saquinavir), diminuindo a concentração destes medicamentos no sangue, entre 51 e 54%.

Esta mesma interação se dá também com a Erva de São João ou Hipérico (Hypericum Perforatum), que chega a diminuir a concentração dos Inibidores da Protease em até 57%. Isto ocorre porque o alho, o hipérico e os medicamentos utilizam a mesma via de metabolismo no fígado e competem entre si.

Por isso, quem estiver usando algum destes medicamentos deve evitar o uso de óleo de alho e Erva de São João. O alho in natura pode ser mantido na alimentação normalmente. Vários outros estudos vem sendo realizados com outros Medicamentos Fitoterápicos, como Eqüinácea, Kava-Kava e Ginko Biloba, bem como com outros alimentos e estão ainda em andamento. Portanto o portador de HIV, antes de usar esses produtos deve esclarecer suas dúvidas com seu médico e nutricionista.

Fonte: Portal UOL

Castanheiro-da-índia

Posted by on Friday, 3 July, 2009

Castanheiro-da-índia (Aesculus hippocastanum) é uma árvore robusta até 25 metros, com copa enorme abobadada. O seu fruto designa-se como castanha-da-índia e é usada pela medicina popular, contra problemas de circulação sanguínea.
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Ritidoma fissurado em grandes placas destacáveis. Folhas com 5-7 folíolos. Folíolos obovados, acunheados na base, duplamente serrados, glabros por cima, tomentosos por baixo. Flores em panículos cilíndricas ou cónicas. Fruto espinhoso, globoso, com uma só semente arredondada ou com 2-3 achatadas.

Indicações em medicina popular
hemorroidal
varizes
antiinflamatório

Reacções adversas
dermatite de contacto, alergia.
hepatotoxicidade
Em uso tópico – algum potencial carcinogénio
neurotoxicidade grave
potenciação de efeito anticoagulante

Casca-de-anta

Posted by on Friday, 3 July, 2009

Casca-de-anta (Drimys winteri) é uma árvore da família Winteraceae oriunda do Chile e partes da Argentina com indicações medicinais. Popularmente é utilizada como anti-anêmica, para fraqueza e digestiva e para vômitos.
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A Casca-de-anta é também conhecida por casca d’anta, paratudo ou para tudo.

Plantas

Cavalinha

Posted by on Tuesday, 23 June, 2009

Equisetum_hyemale2Cavalinha:
A cavalinha (Equisetum ssp.) constitui o único gênero da família das equisetáceas, descrito por Lineu em 1753. Seu nome é de origem latina, composto por “equi” (cavalo) e “setum” (cauda), ou seja, rabo de cavalo. Esta espécie também é conhecida como milho de cobra, erva-carnuda, rabo-de-rato, cauda-de-raposa, rabo-de-cobra, cana-de-jacaré, erva-canudo, lixa-vegetal, cola-de-cavalo, entre outras.

As cavalinhas são plantas vasculares, perfazendo cerca de 16 espécies de plantas do gênero Equisetum. Este gênero é o único na família Equisetaceae, a qual por sua vez é a única família da ordem Equisetales e da classe Equisetopsida (também conhecida como Arthrophyta em livros antigos), embora algumas análises moleculares recentes coloquem este gênero dentro das Pteridophytas, relacionando-as aos Marattiales. Estes dados moleculares, contudo, são ainda ambíguos. Outras classes e ordens de Equisetophyta são conhecidas a partir de informação fóssil, pois eles foram importantes membros da flora durante o período Carbonífero

O gênero é comum nas cidades e está presente em todos continentes exceto Austrália e Antártica. Elas são plantas perenes e herbáceas, secando no inverno (para a maioria das espécies temperadas) ou sempre verde (para algumas espécies tropicais, e a espécie temperada Equisetum hyemale). A maioria delas cresce 0,2 – 1,5 m de altura, embora a E. telmateia possa excepcionalmente alcançar 2,5 m, e a espécie tropical E. giganteum 5 m, e E. myriochaetum 8 m.

Nestas plantas, as folhas são muito reduzidas, mostrando-se inicialmente como pequenas inflorescências translúcidas. Os caules são verdes e fotossensíveis, apresentando como características distintas o fato de serem ocos, com juntas e estrias.

Considera-se que esta planta tem mais de 300 milhões de anos sendo assim, comparativamente, uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo.

Características

A cavalinha é uma planta perene. Não possui flores e, consequentemente, nem sementes; algumas espécies possuem folhas verticiladas, mas reduzidas a tamanho insignificante.

O caule é de cor verde, oco, fotossintético, com textura áspera ao tacto por causa da presença de silício e pode ser encontrado de duas maneiras:

- o caule fértil, geralmente curto, surge no início da primavera. Apresenta na extremidade a espiga produtora de esporos, que serve para a sua reprodução, que, porém, também pode ocorrer através de rizomas.
- o caule estéril, geralmente longo, surge depois que o caule fértil murcha.

Os esporos estão contidos em estróbilos apicais.

Sua composição química é formada por grande quantidade de silício e quantidades menores de cálcio, ferro, magnésio, tanino, sódio, entre outros.

É adaptada a solos húmidos e por ser agressiva e persistente, deve–se cuidar para que não se torne uma erva daninha.

Aplicações terapêuticas
Suas propriedades adstringentes e diuréticas, auxiliam no tratamento da gonorréia, diarréias, infecções de rins e bexiga, estimulam a consolidação de fraturas ósseas, agem sobre as fibras elásticas das artérias, atuam em casos de inflamação e inchaço da próstata, aceleram o metabolismo cutâneo, estimulam a cicatrização e aumentam a elasticidade de peles secas, sendo indicada ainda para o combate de hemorragias ou cãibras, úlceras gástricas e anemias.

É usada também como hidratante profundo, ajuda a evitar varizes e estrias, limpa a pele, fortalece as unhas, dá brilho aos cabelos, auxilia no tratamento da celulite e também da acne.

Com fins ornamentais é utilizada na composição da flora de lagos decorativos, em áreas brejosas, etc.

Restrições de uso

A cavalinha pode ser considerada tóxica ao gado vacum, devido à grande quantidade de silício presente em seus tecidos, o que pode causar diarréias com presença de sangue, abortos e fraqueza nos animais. Já os animais monogástricos não são afetados.

Formas de utilização

Chá por decocção

Ingredientes: 2 colheres de sopa de erva picada; 500 ml de água

Coloca-se a planta em um recipiente com água fria, fervendo-se por 5 minutos contados a partir do momento do início da fervura. Coa-se e toma-se ainda quente.

Óleo para prevenir estrias

Coloca-se um ramo ou caule da cavalinha (já seca) em um vidro pequeno de óleo de amêndoas. Deixa-se macerar por 30 dias e passa-se na pele, sempre após o banho.

Infusão para limpeza de pele

Coloca-se um pouco da planta (fresca ou seca) em uma vasilha e despeja-se água fervendo. Abafa-se e deixa-se descansar por 10 minutos. Depois de fria, usa-se a infusão para limpar a pele utilizando-se um chumaço de algodão.

Para dar brilho aos cabelos e fortalecer as unhas

Faça-se uma infusão (chá) com caules e folhas de cavalinha, deixa-se arrefecer e use enquanto seca o cabelo.

Para fortalecer as unhas, faça uma infusão mais concentrado, deixe-se amornar, e mantenh as unhas imersas por cerca de 15 minutos.

Plantas

Caruru (planta)

Posted by on Tuesday, 23 June, 2009

220px-Amaranthus_viridisCaruru é a designação comum a certas plantas do gênero Amaranthus, da família das amarantáceas, algumas de folhas comestíveis, bastante utilizada em culinária. A maioria delas é invasora de plantações. É também conhecida como bredo na região da Bahia e utilizado na culinária local, reservando-se o termo “caruru” ao prato preparado com esta planta.

Planta nativa das Américas, foi a primeira vez conhecido pelos europeus através dos Maias no México. Na cultura brasileira estudiosos acreditam que foi culturalmente introduzido pelos africanos: admite-se que a cozinha africana tenha influenciado a culinária brasileira. Foram comparadas a culinária do Daomé nagô e da Nigéria ioruba com a cozinha baiana. Foram recíprocas as influências. Cita-se o caso do caruru de origem indígena, preparado com bredo, outra planta do gênero Amaranthus e que, levado para a África incorporou o quiabo, planta africana, tendo, então, o caruru retornado modificado, para o Brasil.

Atualmente é considerado erva-daninha em plantações por ser incrivelmente espontâneo e adaptado às condições climáticas brasileiras. É um ótimo indicador de qualidade do solo. Se for comparado com outras plantas indicadoras ele indica terra boa, rica em potássio (K – além de 7% da CTC), milhã pode indicar terra desgastada e tiririca indica terra desestruturada e ácida. Por estas razões e também por suas propriedades nutricionais ele poderia ser mais valorizado tanto na nutrição, quanto na medicina e na agricultura.

Todas as partes do caruru são comestíveis. É um alimento rico em ferro, potássio, cálcio e vitaminas A, B1, B2 e C. Tendo funções medicinais como lactígeno, combate também infecções, problemas hepáticos, hidropsia e catarro da bexiga. As sementes podem ser ingeridas torradas ou em pães e outras receitas.

Lista de espécies

Algumas espécies de Amaranthus incluem:
Amarantuhs viridis L.: caruru de mancha, caruru pequeno, caruru de porco.
Amaranthus hibridus L.: bredo vermelho, caruru bravo, caruru roxo, chorão, crista de galo.
Amaranthus spinosus L.: bredo, bredo de chifre, bredo de espinho, caruru bravo, caruru de espinho, caruru.
Amaranthus lividus L.: caruru de cuia.

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