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Receita comida viva

Posted by on Sunday, 18 October, 2009

SUCO DE LUZ DO SOL (SUCO VIVO OU SUCO VERDE)
suco-verde

Modo de Fazer:

Cortar uma maçã em pedaços pequenos e tirar as sementes grandes. Colocar no liquidificador. Usar um pepino como socador para auxiliar a extrair o líqüido que mora dentro das hortaliças. Acrescentar os grãos germinados*, as folhas verdes comestíveis, o legume e a raiz escolhida na proporção indicada, variando as hortaliças sempre que possível e privilegiando as de produção orgânica. Coar em um pano e beber logo em seguida.

Legumes e raízes: cenoura, abóbora, maxixe, batata-doce, inhame, quiabo, couve-flor, abobrinha, nabo, beterraba.

*Como germinar grãos

1 – Colocar de uma a três colheres de sopa de grãos em um vidro e cobrir com água limpa.

2 – Deixar de molho por uma noite (8 horas).

3 – Cobrir o vidro com filó e prender com elástico. Despejar a água e enxaguar bem sob a torneira.

4 – Colocar o vidro inclinado em um escorredor em um lugar sombreado e fresco.
5 – Enxaguar pela manhã e à noite. Nos dias quentes, é preciso lavar mais vezes. Os grãos iniciam sua germinação em períodos variáveis. Em geral, estão com sua potência máxima logo que sinalizam, o processo do nascimento, quando ficam prontos para serem consumidos.

Sugestões de sementes:

Todas as sementes comestíveis, tanto pelo homem como pelos pássaros: girassol, painço, niger, colza, aveia, trigo, linhaça, arroz, soja, centeio, gergelim, grão-de-bico, amendoim, lentilha, nozes, castanha-do-pará, amêndoas, ervilha, feno-grego etc.

Um dos ingredientes mais importantes é a “grama” do trigo. Muito rica em clorofila, é encontrada em mercados e muito fácil de ser plantada em casa. É só comprar sementes de trigo e colocar em bandejas de isopor ou copos plásticos. Basta regar que ela brota, nem precisa de terra. O ideal é comer enquanto está verdinha, até a altura de cerca de um palmo.

Receita: Ana Branco, designer e professora da PUC-RJ

Receita comida viva

Posted by on Sunday, 18 October, 2009

Receita da comida viva

Veja como preparar o filé de pescada

Ingredientes:

1 cebola grande em rodelas
alho picado
2 tomates em rodelas
2 colheres de sopa de óleo
1 xícara (café) de azeitona picada
2 colheres (sopa) de shoyu
suco de dois limões
1 copo de caldo de peixe ou de galinha
1,5kg de filé de pescada
1 colher (sopa) de azeite
sal e tempero verde picado

Modo de Fazer

Na panela, cebola, alho, tomates, óleo, tempero verde, sal e azeitonas vão para o fogo brando. Coloque os filés por cima de tudo. À parte, misture o shoyu, o suco dos limões e o caldo. Vá juntando esse molho sobre os temperos e o peixe. Quando levantar fervura, tampe e deixe por cinco minutos. Ao desligar o fogo, a panela deve continuar tampada pelo mesmo tempo. Por fim, é só colocar na travessa e servir.

Comida viva

Posted by on Sunday, 18 October, 2009

Comida viva emagrece e dá energia

“Nós todos somos um grupo e temos o mesmo objetivo: alcançar o emagrecimento com saúde. Assim, um ajuda o outro”, conta a dona de casa Paula Verônica de Souza e Silva.

Um ritmo diferente transformou a vida e o cardápio de várias pessoas. Todos entraram na dança no Grupo de Estudos e Tratamento do Obeso (Gesto), em São Paulo, e no projeto Terrapia, projeto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

“Quando eu vi, foi como se eu tivesse um choque. Porque é uma coisa muito diferente para mim. Foi uma manhã que me estremeceu toda”, lembra a dona de casa Maria Ventura da Silva, que foi sem saber ao certo o que encontraria.

“O Terrapia é um projeto social da Escola Nacional de Saúde Pública. É uma espécie de modelo de centro de saúde ao ar livre, onde as pessoas se juntam para conversar sobre saúde e cuidados ambientais. Temos como modo de trabalho a apresentação da culinária viva”, explica a médica da Fiocruz Maria Luiza Branco.

Mas, afinal de contas, o que é essa “comida viva”?

“Eu pensei: ‘Não vou comer’. Na preparação do almoço a comida estava tão gostosa que eu comecei a provar. Fiquei tão encantada com tudo que voltei”, conta dona Maria Ventura.

Maria Luíza é idealizadora do Terrapia. “O que temos de tão especial são as sementes germinadas. Porque alimento vivo significa sementes em processo de germinação e brotos. Depois, a culinária acontece da brincadeira com esses ingredientes”, esclarece.

Dona Maria Ventura já é uma das colaboradoras do projeto. Está 12 quilos mais magra e com as taxas de colesterol, triglicerídeos e glicose bem diferentes do que os exames indicavam anos atrás. “Os triglicerídeos não baixavam nunca. A pressão e o colesterol estavam sempre altos”, relata.

Agora, ela não se descuida mais. “Na última consulta, as taxas tinham baixado. Ela disse: ‘Maria Ventura, continue com essa alimentação, porque suas taxas baixaram”, conta a dona de casa.

Dia de festa. Uma turma encerrou o ciclo de seminários sobre comida viva. A prova final foi de encher os olhos. A professora Eloisa Helena Reis de Souza já ia aos seminários quando descobriu que estava com a taxa de glicose altíssima. “A desculpa é sempre falta de tempo. Passei para a prática quando eu vi a coisa ficar feia”, diz. Assim, tomou uma decisão: “Comecei a arranjar tempo. Acordava mais cedo, fazia o planejamento das sementes. Cada semente tem seu tempinho de germinação”. Ela trocou a alimentação que tinha pela comida viva. De manhã, prepara o almoço. Prato do dia: um feijão-tropeiro bem diferente, com feijão germinado. E os exames revelaram: a glicose baixou de 328 para 146 em 15 dias. “Desde que eu estou no Terrapia e comecei a alimentação viva não tomei nenhum remédio”, comemora. E tem mais: “Eu emagreci oito quilos em 30 dias. Não me senti fraca, nem desanimada. Muito pelo contrário. A comida natural dá mais energia, você não passa mal”.

“Os alimentos são baseados em proteínas, carboidratos, gorduras. E esse conceito nutricional vem sendo questionado por algumas pessoas, como é o caso da turma do alimento vivo. A diferença é olhar sob a ótica da vitalidade dos alimentos. Um alimento que carrega vitalidade satisfaz com mais facilidade”, diz Maria Luiza Branco.

Um cardápio diferente. O pessoal de São Paulo também tem uma nova receita de vida. Eles cantam, dançam e aprendem a se alimentar com saúde. É um prazer. Em dia de feira, o grupo animado aprende a emagrecer longe dos consultórios.

“A caminhada já é um exercício. Eles encontram na feira os alimentos que vão melhorar a saúde deles. Vão em busca do objetivo deles, que é emagrecer”, diz a nutricionista Maria Sueli Hilário.

Sueli é a nutricionista do Gesto, um projeto da Secretaria de Saúde do Estado. Na feira, a aula é prática. “Eles colocam em prática o que nós conversamos”, acrescenta.

“Temos que olhar para a barraca de pastel e seguir. Não pode”, alerta a tecelã aposentada Zilda Nascimento.

A mudança no cardápio começa bem longe da cozinha, na hora de escolher os alimentos. Uma lista de compras ajuda a não cair em tentação, garantindo na sacola só o que faz bem à saúde e não pesa na consciência. Juntos, eles aprendem a comprar os melhores ingredientes, com os melhores preços.

“Mexerica não engorda”, ressalta Paula Verônica.

Fim de feira. Na volta, começa o mutirão na cozinha e sala de almoço. Hora de aprender a usar tudo em um lanche de baixa caloria: peixe, saladas e pão integral. Que delícia! E que transformação!

“Não é mais sofrimento. Agora é alegria”, comemora Zilda Nascimento.

“Eu sofro de verdade, mas é um sofrimento bom. Porque sem sofrimento não vamos a lugar nenhum. Tudo com sofrimento é mais gostoso. E esses quilos que eu perdi foram com sofrimento. Eu mudei hábitos alimentares de 40 anos. Eu não comia verduras, nem frutas. Temos que persistir para alcançar um objetivo. Senão, nunca vamos conseguir. A questão é mudar hábitos alimentares, não tem jeito”, revela Paula Verônica.

“O que procuramos, na verdade, desde o tempo da caverna, é carne gorda e fruta doce”, observa o biomédico Eduardo Fonseca Pereira.

“Eu tinha preconceito de mim. Acho que as pessoas também tinham. As pessoas têm preconceito de gente gorda. Eu era muito reprimida. Quando me xingavam de gorda, eu chegava em casa chorando. De fato, eu era gorda. Ainda sou gorda. Mas agora não aguento mais desaforo. Agora, eu xingo”, diz a artesã Lúcia Shirley Arinciotta.

“Xingar emagrece, porque não engolimos sapo”, comenta Paula Verônica.

“Ser um obeso na sociedade tem um peso. Nosso trabalho é que essas pessoas percam algum peso. Mas é muito importante que elas readquiram cidadania e sejam pessoas completas”, diz o psiquiatra Ezequiel Gordon.

Agora, se oferecerem alguma guloseima para essa turma… “Parece que a Sueli vem dizer: ‘Pode comer de tudo, mas não pode comer tudo’”, conta Paula Verônica.

De cantoria em cantoria, todas as pessoas dos dois projetos estão mais saudáveis, mais magras e felizes.

video comida viva

Benefícios da comida viva

Prato do dia: verduras, legumes, frutas e sementes germinadas. É a comida viva!

“Eu tomava remédio para pressão e não tomo mais. Emagreci dez quilos com uma alimentação natural que qualquer um pode fazer em casa”, conta o aposentado Orlando Asse dos Santos.

Não é milagre. É o resultado da orientação médica, que seu Orlando recebeu em um posto de saúde de Campos do Jordão, em São Paulo. Tudo de graça, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foi com o médico Alberto Gonzalez, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que ele e muitos outros pacientes começaram a aprender que comida é remédio.

“Há influências bastante claras na obesidade, na constipação, na inflamação crônica, na dislipidemia – que é o desequilíbrio do colesterol –, nas doenças gastrointestinais e respiratórias e no diabetes”, aponta Alberto Gonzalez.

Mas, afinal, o que é comida viva? A receita é simples: nada pode ser cozido, frito ou assado. Os alimentos são de origem vegetal. E para começar bem o dia, um suco poderoso.

Se uma pessoa que não tem uma doença diagnosticada nem se sente mal resolver experimentar esse alimento vivo, que resultados vai sentir?

“É muito importante que eu, me apresentando como médico, diga que alimento vivo é bom para quem está doente, mas o alimento vivo é uma alimentação para quem está sadio e quer se manter sadio”, esclarece Alberto Gonzalez.

Decidi experimentar. Em dez dias, que resultados eu veria?

“Em dez dias, vai haver uma grande liberação de água do seu corpo. Muita água retida vai ser eliminada. Você também vai notar mudanças no âmbito da digestão e da disposição, principalmente após as refeições, Você vai se sentir muito bem disposto”, adiantou Alberto Gonzalez.

Doutor Alberto troca o jaleco pelo avental. Hora de arregaçar as mangas e mostrar como se prepara o suco. “O grande equipamento é um liquidificador. Depois de tudo lavado, você começa a fazer o suco. Primeiro, picota o pepino. O pepino vai para perto da hélice, porque ele é um grande gerador de água. Aí vem a maçã. Vamos extrair a água do pepino, da maçã e das verduras orgânicas disponíveis com uma cenoura. E, finalmente, as sementes de girassol germinadas. Você pode usar só trigo, girassol, quinoa, gergelim, amêndoa. O ideal é a semente germinada”, ensina Alberto Gonzalez.

Este é o grande segredo da comida viva: grãos germinados. E se você já está se perguntando como vai fazer para conseguir essas sementes, não se preocupe.

“Em seguida, coamos. Fica uma massa consistente. É um coador de voal, que qualquer um pode ter. As pessoas com mais recursos usam uma centrífuga. É o café da manhã. É bom que seja um copo grande. Tem pão, manteiga, café e leite, só que em forma natural, viva e repleta de nutrientes vivos”, ressalta Alberto Gonzalez.

Não é um suco ralinho, parece um leite ou algo muito cremoso. É em um casarão que doutor Alberto Gonzalez ensina receitas de alimentos vivos. Alguns pacientes são encaminhados para o local e aprendem que, além do suco, podem fazer pratos coloridos e saudáveis, como a caldeirada de frutos do mato.

Legumes ralados, picadinhos. Basta prensar os alimentos, uma técnica feita com as mãos, para controlar a temperatura da panela. Afinal, nos chamados alimentos vivos, legumes e verduras não podem ser cozidos.

“Se começar a queimar as mãos, tem que desligar. Se não queimar a mão, não vai queimar os alimentos também”, explica uma funcionária do hospital.

“A carne é uma questão de herança cultural. Eu não vou chegar em uma aldeia de pescadores e dizer: parem de comer peixe. Comam o peixe, mas incluam na sua vida os alimentos que vêm da mãe terra. Porque eles vêm com a informação que você precisa”, diz Alberto Gonzalez.

“Não posso dizer que sou vegetariano. Uma vez por mês eu não recuso um churrasquinho, mas também não sou escravo da alimentação. Como tudo que eu gosto, com uma certa regra”, conta seu Orlando.

“Sempre digo que tudo que é verde faz bem para o que é vermelho. Quem está com doença cardiovascular volte-se para o reino vegetal. Alimente-se de tudo que é verde possível que a recuperação cardiovascular vem a reboque”, aconselha Alberto Gonzalez.

Em casa, seu Orlando segue a orientação diariamente e faz questão de plantar suas verduras: “Eu aproveito qualquer cantinho. Uma jardineirinha da loja de R$ 1,99, um pouquinho de terra e brota um trigo bonito”.
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